30 de outubro de 2010

Deus ou o diabo? Tá mais para vampiro e bruxa velha!

Dedico mais um espaço à questão sobre as eleições e um pouco mais de meu tempo!
Acredito que há pessoas melhores que eu para dizer o quanto essa disputa presidencial mostrou-se baixa. Foi um tal de atacar o adversário, de expor sua vida privada e de taxar o outro de "Mau!
A discussão a cerca do aborto é um bom exemplo de quanto a disputa foi maniqueísta. Ressaltando que estamos em um país democrático e laico.
Fora que a mídia esse ano mostrou claramente o seu poder de persuasão e empresa de papel virou até terrorista!
Só quero dizer que não queremos saber quem foi o terrorista do passado ou não; e sim queremos saber quais os planos para a educação, visto a precarização e a falta de importância dada ao tema. Queremos ouvir mudanças concretas a serem realizadas na saúde, queremos ouvir para que servirá o 'pré-sal' e se atenderá uma necessidade dos brasileiros de fato. Queremos ouvir se a Amazônia é nossa realmente e acima de tudo queremos um governo para a população e não para parcela dela.
Domingo (31/10) está aí. E usando o velho jargão: "Vote consciente", não importa se no vermelho, no azul ou mesmo no branco o importante é ter certeza do se está fazendo - ter um motivo concreto para tal voto.
E a moda estadunidense: feliz Dia das Bruxas!

8 de outubro de 2010

Dizes-me: tu és mais alguma coisa

A poesia acalma e nos faz ver que não somos os únicos que pensamos de determinada forma.


Que uma pedra ou uma planta.
Dizes-me: sentes, pensas e sabes
Que pensas e sentes.
Então as pedras escrevem versos?
Então as plantas têm ideias sobre o mundo?
Sim: há diferença.
Mas não é a diferença que encontras;
Porque o ter consciência não me obriga a ter teorias sobre as coisas:
Só me obriga a ser consciente.
Se sou mais que uma pedra ou uma planta? Não sei.
Sou diferente. Não sei o que é mais ou menos.
Ter consciência é mais que ter cor?
Pode ser e pode não ser.
Sei que é diferente apenas.
Ninguém pode provar que é mais que só diferente.
Sei que a pedra é a real, e que a planta existe.
Sei isto porque elas existem.
Sei isto porque os meus sentidos mo mostram.
Sei que sou real também.
Sei isto porque os meus sentidos mo mostram,
Embora com menos clareza que me mostram a pedra e a planta.
Não sei mais nada.
Sim, escrevo versos, e a pedra não escreve versos.
Sim, faço ideias sobre o mundo, e a planta nenhumas.
Mas é que as pedras não são poetas, são pedras;
E as plantas são plantas só, e não pensadores.
Tanto posso dizer que sou superior a elas por isto,
Como que sou inferior.
Mas não digo isso: digo da pedra, «é uma pedra»,
Digo da planta, «é uma planta»,
Digo de mim «sou eu».
E não digo mais nada. Que mais há a dizer?

Alberto Caeiro


Junto com o poema posto o link da interpretação deste que achei ótima:

3 de outubro de 2010

Meu Brasil brasileiro

Eleição 2010: Vote e demonstre o quanto cidadão você é! Isso, se souber o que é cidadania, se souber que são seis números a serem escolhidos e se souber que, neste país, é a única hora que o povo pode ter "voz". As vezes esta "voz" sai a força, claro! As palavras que saem da boca de muitos brasileiros são apenas repetições do que lhes mandaram dizer - é, infelizmente essa ainda é uma realidade.
Hoje, fui votar e fiquei perplexa, havia um senhor na minha frente que digitou os números para deputado estadual e já ia saindo, depois foi constatado que ele estava bêbado. É este o eleitor do Brasil? Você vai lá e nem sabe aonde está muito menos o que está fazendo lá.
Dia de eleição é dia de encontrar conhecidos, é dia de churrasco, é praticamente um feriado e esquece esse negócio de saber a fundo sobre o candidato, esquece esse negócio de exercer a "liberdade". É dia de diferenciar dois tipos de pessoas: as que falam "Droga, o que estou fazendo aqui?!" e as que dizem "No final, isso não vai mudar em nada a minha vida!". E muitas vezes elas estão corretas em pensar assim, pois a política atual se mostra um verdadeiro circo, vide as campanhas todas deste ano e toda a demagogia que as envolveu.
E rumo ao Segundo Turno!